22 de fev de 2017

FRACASSA PROVOCAÇÃO ANTI-CUBANA

Declaração do Ministério de Relações Exteriores de Cuba



Meios internacionais de imprensa difundiram nas últimas semanas a intenção do Secretário Geral da OEA, Luis Almagro Lemes, de viajar a Havana a fim de receber um “prêmio” inventado por um grupelho ilegal anticubano, que opera em conluio com a ultradireitista Fundação para a Democracia Panamericana, criada nos dias da VII Cimeira das Américas de Panamá, para canalizar esforços e recursos contra governos legítimos e independentes em “Nossa América”.

O plano, tramado em várias viagens entre Washington e outras capitais da região, consistia em montar em Havana uma aberta e grave provocação contra o governo cubano, gerar instabilidade interna, danificar a imagem internacional do país e, ao mesmo tempo, afetar a boa marcha das relações diplomáticas de Cuba com outros Estados. Talvez alguns calcularam mal e pensaram que Cuba sacrificaria sua essência em nome da aparência.

Ao espetáculo seriam arrastados o próprio Almagro e algumas outras personagens de direita que integram a chamada Iniciativa Democrática para Espanha e as Américas (IDEIA), a qual também tem atuado de forma agressiva nos últimos anos contra a República Bolivariana da Venezuela e outros países com governos progressistas e de esquerda da América Latina e do Caribe.

A tentativa contou com a conivência e o apoio de outras organizações com explícitas credenciais anti-cubanas, como o Centro Democracia e Comunidade e o Centro de Estudos e Gestão para o Desenvolvimento de América Latina (CADAL); e o Instituto Interamericano para a Democracia, do terrorista e agente da CIA Carlos Alberto Montaner. Ademais, desde o ano de 2015, conhece-se o vínculo que existe entre estes grupos e a Fundação Nacional para a Democracia de Estados Unidos (NED, em inglês), que recebe fundos do governo desse país para implementar seus programas subversivos contra Cuba.

Ao conhecer estes planos e fazendo valer as leis que sustentam a soberania da nação, o governo cubano decidiu negar o visto ao território nacional a cidadãos estrangeiros vinculados com os fatos acima descritos. 



Num íntegro ato de transparência e de apego aos princípios que regem as relações diplomáticas entre os Estados, as autoridades cubanas se puseram em contato com os governos dos países desde onde viajariam essas pessoas e as informaram de sua decisão, na tentativa de dissuadi-las e de prevenir a consumação desses atos.

Como estabelecem as regulações da aviação civil internacional, as linhas aéreas cancelaram as reservas dos passageiros ao saberem que estes não seriam bem-vindos. Uns poucos foram reembarcados. Houve quem procurou manipular os fatos em função de estreitos interesses políticos dentro de seu próprio país, face aos processos internos que neles tem lugar.

Não faltaram pronunciamentos de defensores de falsos perseguidos, sócios de passadas ditaduras e políticos desempregados dispostos a se aliar aos vulgares mercenários, a serviço e em nem de interesses estrangeiros, que não gozam de reconhecimento algum dentro de Cuba, vivem de calunias insustentáveis, posam como vítimas e atuam na contramão dos interesses do povo cubano e do sistema político, econômico e social que este elegeu livremente e tem defendido de forma heroica.

Quanto a Almagro e à OEA, não nos surpreendem suas declarações e atos abertamente anti-cubanos. Em muito curto tempo à frente dessa organização, destacou-se por gerar, sem mandato alguns dos estados membros, uma ambiciosa agenda de autopromoção com ataques contra governos progressistas como Venezuela, Bolívia e Equador.

Nesse período têm-se redobrado os ataques imperialistas e oligárquicos contra a integração latino-americana e caribenha e contra a institucionalidade democrática em vários de nossos países. Numa ofensiva neoliberal, milhões de latino-americanos tem retornado à pobreza, centenas de milhares tem perdido seus empregos, viram-se forçados a emigrar, ou foram assassinados por máfias e traficantes enquanto expandem-se no hemisfério crias separatistas e protecionistas, a deterioração ambiental, as deportações, a discriminação religiosa e racial, a insegurança e a repressão brutal.

Onde tem estado a OEA, que sempre tem guardado um cúmplice silêncio frente a estas realidades? Por que cala? Há que ser muito ultrapassado para tentar vender aos cubanos “os valores e princípios do sistema interamericano” em frente à dura e antidemocrática realidade engendrada por esse mesmo sistema. Há que ter escassa memória para não recordar que, em fevereiro de 1962, Cuba se alçou solitária frente a esse “conclave imoral”, como o denominou Fidel na Segunda Declaração de Havana. Cinquenta e cinco anos depois e com a companhia de povos e governos de todo mundo, é mister reiterar, como assegurou o Presidente Raúl Castro, que Cuba nunca regressará à OEA.

José Martí alertou que "nem povos nem homens respeitam a quem não se faz respeitar (…) homens e povos vão por este mundo fincando o dedo na carne alheia a ver se é macia ou se resiste, e há que pôr a carne dura, repelindo para longe os dedos atrevidos”.

Em Cuba não esquecemos as lições da história.

Havana, 22 de fevereiro de 2017.




Publicado originalmente em: http://www.minrex.gob.cu/es/declaracion-del-ministerio-de-relaciones-exteriores-de-cuba-3

Provocações internacionais contra Cuba

CUBA SE RESPEITA , SENHORES !

Segue pronunciamento da Embaixada cubana no Chile: 

"A Embaixada de Cuba na República do Chile informa que uma grave provocação internacional contra o governo cubano foi arquitetada por um grupo ilegal anti-cubano que atua contra a ordem constitucional e que instiga o repúdio do povo com a cumplicidade e financiamento de políticos e instituições estrangeiras a fim de gerar instabilidade interna e por outro lado, afetar nossas relações diplomáticas com outros países. Entre os envolvidos está a ex-ministra e ex-parlamentar Mariana Aylwin, a quem se impediu viajar a Havana.
A Embaixada de Cuba na República do Chile faz saber que o governo cubano, em respeito à memória do ex-presidente Patrício Aylwin, de forma discreta e construtiva, realizou todas as gestões a seu alcance para informar, dissuadir e prevenir que se consumasse a provocação e lamenta profundamente sua manipulação com fins políticos internos no Chile.
A Embaixada manifesta que a nosso país assiste o direito soberano de decidir sobre o ingresso em território nacional de cidadãos estrangeiros e a defender-se desse tipo de atos de ingerência direcionados a subverter a ordem jurídica vigente em Cuba.

A conduta de nossas autoridades tem sido transparente e inatacável. 

Santiago de Chile, 22 de fevereiro de 2017."



Texto original: 

La Embajada de Cuba en la República de Chile informa que una grave provocación internacional contra el Gobierno cubano fue gestada por un grupo ilegal anticubano que actúa contra el orden constitucional y que concita el repudio del pueblo, con el contubernio y financiamiento de políticos e instituciones extranjeras, a fin de generar inestabilidad interna y, a la vez, afectar nuestras relaciones diplomáticas con otros países. Entre los involucrados está la exministra y exparlamentaria Mariana Aylwin, a quien se le impidió viajar a La Habana.


La Embajada de Cuba en la República de Chile hace conocer que el gobierno cubano, respetuoso de la memoria del expresidente Patricio Aylwin, de forma discreta y constructiva, realizó todas las gestiones a su alcance, para informar, disuadir y prevenir que se consumara la provocación, y lamenta profundamente su manipulación con fines políticos internos en Chile.


La Embajada manifiesta que a nuestro país le asiste el derecho soberano de decidir sobre el ingreso al territorio nacional de ciudadanos extranjeros y a defenderse de este tipo de actos injerencistas, dirigidos a subvertir el orden jurídico vigente en Cuba. La conducta de nuestras autoridades ha sido transparente e intachable.


Santiago, 22 de febrero de 2017.

Concedem a condecoração de "Paz e Direitos Humanos" a Ana Belén Montes na Espanha

- Primeiro: Ana Belén Montes. Ex-analista superior de inteligência na Agência de Inteligência de Defesa (DIA) dos Estados Unidos foi presa no dia 21 de setembro de 2001, dez dias após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e acusada do delito de “conspiração para cometer espionagem” a favor do governo cubano. Condenada no ano de 2002 por “entregar a Cuba informação que lhe permitisse conhecer os planos de agressão de Estados Unidos contra a ilha”, se declarou culpada das acusações que se tinham levantado contra ela (as quais poder-lhe-iam ter levado à pena de morte) mas foi sentenciada a 25 anos de prisão em outubro daquele ano, após chegar a um acordo com a promotoria.



- Segundo: Nascida no dia 28 de fevereiro de 1957 numa base militar da Alemanha, em plena Guerra Fria. Neta de asturianos que imigraram a Cuba e Porto Rico, onde nasceu seu pai, o psiquiatra militar Alberto Montes.
Passou os primeiros anos de sua vida na Europa. Mais tarde seu pai foi transladado a Kansas, onde Ana se formou em diferentes colégios militares e internatos. Em 1979 se graduou na Universidade de Virginia, e em 1988 obteve um mestrado na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade Johns Hopkins.
Proveniente de uma família com fortes credenciais conservadoras e conexões dentro da comunidade de contra-inteligência dos EUA. Seu ex-noivo era um especialista em inteligência cubana para o Departamento de Defesa, sua irmã (Lucy), condecorada pelo FBI por traduzir relatórios de inteligência dos Cinco Cubanos condenados por espionagem em 2001, em Miami, e seu irmão (Tony), eram agentes do FBI.


- Terceiro: Ana Belén dedicou sua vida a frustrar as tentativas agressivas do governo dos Estados Unidos contra Cuba, o que permitiu salvar milhares de vidas de cubanos, que seriam os atacados e de estadounidenses, que seriam os atacantes. Ante a cada tentativa de agressão estadounidense, o conhecimento prévio de Cuba sobre a mesma, proporcionado por Ana Belén e a preparação que se realizava por parte das forças cubanas, conseguiram neutralizar os planos bélicos do governo de Estados Unidos.


- Quarto: Neste momento Ana encontra-se na prisão de Carswell, em Fort Worth, Texas condenada a 25 anos de prisão, dos quais já cumpriu 15. Recentemente sofreu uma operação de câncer de mama da qual ainda está se recuperando.


- Quinto: Sua dedicação à manutenção da paz, sua valentia, bem como seu estado de saúde atual, motivou que o Presidente Coordenador-Geral da Coordenadoria Internacional TESOURO, a pedido de vários dos membros desta Comissão, solicitasse a tramitação correspondente, segundo o regulamento, para determinar se procedia a aprovação da Distinção “Paz e Direitos humanos” à senhora Ana Belén Montes.


- Sexto: Após ter recebido o consentimento desta Comissão na que foi aprovada por maioria absoluta, e se seguissem os trâmites requeridos, a proposta foi exposta nas redes sociais integradas (RSI) do TESOURO durante uma semana, não se recebeu objeções que aconselhassem a não emitir a CERTIFICAÇÃO de aprovação.


- Sétimo: por ACORDO N°. 2017-01-01 fui designada para desempenhar a Secretaria desta Comissão.


- Oitavo: Tendo-se cumprido os trâmites apropriados e contando com a aprovação da Comissão em pleno, corresponde agora expedir a presente certificação do


ACORDO N°. 2017-02-05

Aprovação de concessão da distinção “Paz e direitos humanos” à defensora da Paz, Ana Belén Montes.

Candelaria Cruz Suárez, Secretária da Comissão Internacional de Reconhecimentos e Distinções de TESOURO, dou fé da veracidade dos antecedentes recolhidos na certificação do presente ACORDO, que recolhe ademais as indicações seguintes:

- Primeiro: outorgar a Ana Belén Montes a distinção “Paz e direitos humanos”.

- Segundo: proceder à produção do Certificado de notificação, de acordo com o modelo estabelecido para o Reconhecimento/distinção correspondente

- Terceiro: proceder à notificação do presente Acordo, a todos os membros da Comissão, à Sra. Ana Belém Montes e ao público em geral, através de todos os meios disponíveis, incluindo muito especialmente a TESOURO e sua Plataforma de InfoCom; rogando assim mesmo a todos os membros da Comissão que na medida de suas possibilidades, deem a conhecer a notícia.

- Quarto: encomendar ao Coordenador Geral Territorial de TESOURO para América do Norte (NorAm), Carlos Rafael Diéguez, a notificação à Sra. Ana Belém Montes e de ser possível a entrega do Certificado emitido, através dos meios que sejam possíveis.

Candelaria Cruz Suárez

Secretária da CI RyD.

Las Palmas de Gran Canaria - Espanha.

21.02.2017


Publicado originalmente em: http://radio-miami.org/2017/02/22/distincion-paz-derechos-humanos-la-defensora-la-paz-ana-belen-montes/

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Ana Belén - mensagem de sua prima, Miriam

Companheir@s,

Segue abaixo uma mensagem recebida de Miriam Montes, a prima de Ana Belén para todos e todas nós.
Seguimos pedindo que se escreva à mãe de Ana, Dona Emília, para agradecê-la por haver dado a vida a esta mulher tão valorosa que no próximo dia 28/02 completa 60 anos. 
Para a mãe dela, escrever para : anabelenesnuestra@gmail.com e, por favor, com cópia para Miriam, para que ela divulgue e acompanhe: miriam.montesmock@gmail.com.

Mensagem de Miriam:

" Queridos companheiros e companheiras
Saudações ! 
Primeiramente quero agradecer as muitas demonstrações de apoio e carinho demonstrados para a mãe de Ana belén, minha tia Emilia. Ela tem recebido as cartas com muita emoção e agradecimento. Tem sido particularmente importante para ela que se identifiquem com sua dor e sua esperança. Tenho certeza que lhe enchem de flores seu coração.
Atualmente a Mesa de trabalho por Ana Belén Montes em Porto Rico planeja sua nova campanha. Pelo menos durante o mês em que celebramos o aniversário de Ana, vamos focar em divulgar seu caso da forma mais ampla possível, dando especial atenção às mulheres sobreviventes de câncer. Ana Belén, como sabem, se recupera de uma mastectomia e de um tratamento de radioterapia para combater o câncer. Está em processo de cura para recuperar suas forças e sua saúde plena.
Agradeço a todas as demonstrações de solidariedade para com Ana Belén e sua família. Confio em que ela receba, em algum momento, a imensa onda de carinho e apoio por parte de vocês.Certamente ela se comoverá.

Mais uma vez, obrigada por amá-la.
Um sincero abraço,
Miriam."

Ana e Miriam


Mensagem de Julian Gutiérrez Alonso adaptada.

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17 de fev de 2017

Ato no no 28° Encontro Estadual do MST, em São Paulo

O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, nesse dia 17, atuou no 28° Encontro Estadual do MST em São Paulo exibindo o filme "Todo Guantanamo é Nosso" como uma homenagem ao Comandante Fidel Castro Ruz. Confira algumas fotos do evento:















16 de fev de 2017

Escreva a Ana, em seu aniversário

Companheir@s,

Próximo dia 28 de fevereiro é aniversário de nossa colega Ana Belém Montes, que faz 60 anos, ainda na solidão de sua prisão. Sabemos que muitos a recordam e a apreciam, e que de alguma maneira gostariam de lhe fazer chegar uma mensagem de alento. 

Lamentavelmente, as condições carcerárias de Ana não lhe permitem receber correspondência salvo de um punhado de pessoas que a conheceram antes de seu encarceramento. Ocorre-nos que poderíamos fazer chegar à sua mãe, que fala com ela todas as semanas, uma mensagem de agradecimento por ter trazido ao mundo uma mulher tão valorosa como Ana. 

A ideia tem dois propósitos: mostrar apoio à sua mãe, quem tem sofrido o indizível; e que ela possa comunicar a Ana que muitos cubanos e pessoas solidárias pelo mundo inteiro seguem lutando por sua libertação. Para conseguir isto, sua prima Miriam Montes, comprometida com a causa, nos orienta a 
escrever ao e-mail 
anabelenesnuestra@gmail.com

estas mensagens, e ela as passaria à mãe de Ana. Peço-lhes que estas mensagens sejam concisas e curtas, deixando transparecer o sentimento de vocês. 
Espero que por esta via possamos expressar nossa solidariedade com esta irmã de luta. 

Seguimos em combate.




12 de fev de 2017

Ana Belen Montes e a Paz

Texto de Dr. Néstor García Iturbe

(Doutor em Ciências Históricas, Professor do Instituto Superior de Relações Internacionais, Membro do Movimento Cubano pela Paz, da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba, da Associação Cubana de Direito Internacional, da Associação Cubana de Nações Unidas, Membro do Comité Cubano pela Libertação de Ana Belém Montes.)

12 de fevereiro 2017



Toda pessoa amante da paz encontrará na figura de Ana Belém Montes um verdadeiro exemplo.

Ana Belém dedicou sua vida a frustrar as tentativas agressivas do governo de Estados Unidos contra Cuba, o que permitiu salvar milhares de vidas de cubanos que sofreriam atentados, e também de estadounidenses, que seriam os atacantes. Ante a cada tentativa de agressão estadounidense, o conhecimento prévio de Cuba sobre a mesma proporcionado por Ana Belém, e a posterior preparação que se realizava por parte das forças cubanas, conseguiram neutralizar os planos bélicos do governo de Estados Unidos.



Ana Belém Montes não teve dúvida alguma quando infiltrou-se dentro do Departamento de Defesa, correndo o risco de ser descoberta e ser sancionada judicialmente a vários anos de prisão, como lhe sucedeu, para poder obter a informação necessária que mantivesse a paz e salvasse vidas humanas.

Neste momento Ana encontra-se na prisão de Carswell, em Fort Worth, Texas, condenada a 25 anos de prisão, dos quais já cumpriu 15. Recentemente sofreu uma operação de câncer na mama, da qual ainda está se recuperando.

Ela dedicou sua vida a manter a paz; nós devemos, ao menos, divulgar mundialmente o que aconteceu e está acontecendo com Ana.



8 de fev de 2017

História: Guantánamo, a espinha que dilacera a soberania cubana


Publicado dia 8 fevereiro, 2017 por siempreconcuba.

Em conformidade com uma história centenária de lutas pela independência plena, a identidade de Cuba e a nação em sim tem hoje uma de suas essências na emancipação, assumida como corrente de ação e pensamento.

No entanto, desde faz mais de um século um enclave militar estrangeiro vilipendiava esse fundamento nacional: a base naval mantida pelos Estados Unidos em Guantánamo - na região sudeste do país - na contramão da vontade do povo e do Governo da ilha.



Cuba considera ilegais essas instalações, além de uma violação à sua integridade territorial. A base norte-americana em Guantánamo tem uma extensão aproximada de 118 quilômetros quadrados, num lugar considerado desde sua ocupação como estratégico para o controle do mar caribenho.

Os Estados Unidos tomaram posse da zona em 1903, se valendo da imposição de condições à ilha para conceder-lhe a independência formal depois da retirada das autoridades coloniais espanholas.


Precisamente, foi ao amparo do Convênio para as Estações Carvoeiras e Navais, assinado entre os governos estadounidense e cubano, em circunstâncias em que o país caribenho não possuía praticamente independência alguma devido a um adendo endossado à sua Constituição, conhecido como Emenda Platt.

Esse último documento, uma vergonha para a nação cubana, foi aprovado pelo Congresso norte-americano e assinado pelo presidente William McKinley em março de 1901. Ademais, a ilha encontrava-se ocupada militarmente pelos vizinhos do Norte, depois da intervenção destes na guerra de independência de Cuba contra a metrópole espanhola.



Apesar da rejeição interna gerada, a Emenda Platt foi incorporada como adendo à Constituição da República de Cuba depois de sua aprovação no dia 12 de junho de 1901, em uma sessão da Assembleia Constituinte, com 16 delegados a favor e 11 contrários. A adoção do texto era uma condição para a retirada das tropas estadounidenses.

Em seu artigo, a emenda assinalava que Cuba arrendaria aos Estados Unidos extensões de terra e água para estabelecer estações carvoeiras ou navais pelo tempo que fosse necessário. Definia que os EUA exerceriam jurisdição e dominação completas sobre essas zonas.

Finalmente, em virtude do referido adendo, em fevereiro de 1903 foi subscrito em Havana e Washington o Convênio para as Estações Carvoeiras e Navais, o qual incluía duas áreas: Guantánamo e Baía Funda, ainda que na última nunca foi estabelecida uma base naval.

Três décadas depois, como resultado das lutas do povo da ilha que puseram fim ao governo pró-norte-americano de Gerardo Machado, foi assinado um novo Tratado de Relações entre a República de Cuba e os Estados Unidos que anulou a Emenda Platt. O novo acordo excluiu definitivamente a Baía Funda como possível local para a instalação de uma base, mas manteve a de Guantánamo, bem como as normas que a regiam.



Mais tarde, em 1940, uma nova Constituição promulgada na maior das Antilhas estabeleceu que não marcar-se-iam nem ratificariam pactos que limitassem a soberania nacional ou a integridade do território.

Não obstante, a oligarquia cubana pôs todo sua empenho em que os postulados mais avançados daquela Lei não se materializassem ou, ao menos, que sua aplicação fosse restringida ao máximo.




AGRESSÕES, ABSURDOS E VERGONHA PLANETÁRIA

Desde 1959, o Governo da ilha denunciou em repetidas oportunidades e em diversos palcos internacionais a ocupação ilegal por parte de Estados Unidos de uma porção de território em Guantánamo.

Segundo as autoridades da nação caribenha, a partir de janeiro do mencionado ano, os EUA converteram a base naval num foco de constantes ameaças, provocações e violações da soberania de Cuba com o objetivo de pôr obstáculos ao processo revolucionário.



Ademais, afirmam que em quase seis décadas a relação de agressões inclui o lançamento de materiais inflamáveis desde aviões procedentes do enclave, provocações, insultos e disparos feitos pelos soldados norte-americanos, violações das águas e do território de Cuba por embarcações e aeronaves militares, bem como torturas e assassinatos de pessoas residentes nesta zona.

Dados proporcionados por Cuba indicam que entre 1962 e 1996 se produziram 8 mil 288 violações principais a partir da base de Guantánamo; dessas, 6 mil 345 aéreas, 1.333 navais e 610 territoriais. Do total referido, sete mil 755 incidentes registaram-se entre 1962 e 1971.

Desde 1959 até a data presente, só numa oportunidade a ilha converteu em rendimento nacional (compensou) o cheque estadounidense por conceito do aluguel do território ocupado pela base. Sucedeu no primeiro ano da Revolução no poder e deveu-se a uma confusão, segundo a parte cubana. A partir de 1960 os cheques não se cobraram mais e ficaram como constantes de uma imposição.

Até 1972 o ‘pagamento’ anual era de 3.386,25 dólares, quando os norte-americanos o reajustaram por sua conta a 3.676. Um ano mais tarde fez-se uma nova correção do valor, calculado pelo Departamento do Tesouro, elevando-o a 4.085 dólares anuais, pouco mais ou pouco menos do que o aluguel mensal atual de um apartamento de dois dormitórios em Manhattan, Nova York.

Esses cheques destinam-se à Marinha de Estados Unidos e dirigem-se à Tesouraria Geral da República de Cuba, servidor público que não faz parte da estrutura governamental da ilha há anos.

Por outro lado, no território cubano ocupado pela nação estadunidense também existe uma prisão denunciada internacionalmente como um centro de torturas e por cujo fechamento se pronunciaram personalidades e organismos de todo mundo, incluídos numerosos estadounidenses e a ONU.

Em 2002, uma porção da base de Guantánamo foi usada para albergar prisioneiros capturados em Afeganistão suspeitos de ter vínculos com a Al Qaeda. Precisamente, o status legal da zona ocupada foi um dos motivos da eleição do lugar para a detenção de tais indivíduos.



Como as referidas instalações estadounidenses se encontram em Cuba, o Governo dos EUA alegou que os detentos dali se encontram legalmente fora de Estados Unidos e, portanto, não tem os direitos constitucionais que teriam, caso lá estivessem presos.

Do mesmo modo, comprovou-se que muitos dos prisioneiros foram transladados a Guantánamo em voos secretos da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana com a cumplicidade de governos europeus.

Relatórios de várias instituições internacionais assinalam que ali se comentem práticas como a exposição dos detentos a ruídos ou música molesta, a temperaturas extremas por períodos prolongados, surras e humilhações de diversa índole.

Segundo políticos norte-americanos do nível de George W. Bush, a informação obtida mediante interrogatórios com métodos violentos no cárcere ajuda a evitar atentados terroristas.



Assim justificou a tortura o mencionado ex-presidente numa ocasião em 2010, quando, ademais, afirmou que tal prática permitia salvar vidas. “O método é duro, mas a CIA assegurou que não produzia danos permanentes”, disse.

Apesar de a anterior administração estadounidense, encabeçada por Barack Obama, se referir em algumas oportunidades ao fechamento da prisão de Guantánamo, essas instalações continuam ali, para vergonha planetária.

Apesar de as autoridades norte-americanas manifestarem-se sobre o fechamento do centro, nunca mencionam a devolução do território ocupado, a qual é uma das exigências de Cuba para a normalização das relações bilaterais, um processo que começou em dezembro de 2014.

De acordo com Michael Strauss, autor do livro ‘The Leasing of Guantanamo Bay’ (2009), depois de um suposto fechamento da prisão, Guantánamo não teria quase nenhum valor para Estados Unidos.

Numa entrevista concedida a BBC Mundo e publicada em março de 2016, o professor e pesquisador recordou que, com os avanços tecnológicos, alocar naves na baía já não faz sentido e, portanto, não se justifica a presença da Marinha.

Outro especialista, o acadêmico da Universidade de Harvard Jonathan Hansen, declarou à Imprensa Latina em 2013 que a prisão é, entre outros, um pretexto para manter a presença militar de Estados Unidos em Cuba.

Ademais, o Governo norte-americano cita a extraterritorialidade do enclave para manter ali um centro de sua alegada guerra contra o terrorismo no qual realiza atos proibidos pelas leis estadounidenses, com a desculpa agregada de preservar a segurança nacional, disse.



Enquanto isso, nos grandes meios de comunicação de Estados Unidos prevalece o silêncio sobre a ocupação de uma parte do território cubano, acrescentou Hansen.

Por sua vez, o presidente do Instituto de História de Cuba, René González, considerou que o enclave norte-americano no sudeste da ilha é um absurdo estratégico, militar e político.

Em poucas palavras: a base naval de Estados Unidos em Guantánamo é um pretexto para manter as tensões, um lugar suscetível a ser utilizado para agressões de diferentes tipos, um insulto à nação e uma espinha que desde faz 114 anos dilacera a soberania cubana. 

(Luis Antonio Gómez/Prensa Latina)



Publicado originalmente em: https://siempreconcuba.wordpress.com/2017/02/08/historia-guantanamo-la-espina-que-lacera-la-soberania-cubana/ 

6 de fev de 2017

ALEXANDRE, PRESENTE !!! Um mês de saudades... Lindas mensagens !

ALEXANDRE, PRESENTE !!!



Um mês atrás nos deixou fisicamente o companheiro Alexandre Tavares. Um dos integrantes mais atuante do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba. Trabalhou incessantemente pela liberdade dos Cinco Herois cubanos presos nos EUA, se emocionou profundamente naquele 17 de dezembro de 2014 quando, após 16 anos de prisão, todos os 5 se encontravam em Cuba, livres enfim.

Novos caminhos e a partir daquela data e o Comitê centra seus esforços no fim do bloqueio criminoso dos EUA contra Cuba – além da devolução do território de Guantánamo ilegalmente ocupado pelo império. Seguimos em combate: pelo fim das transmissões subversivas de rádio e tv para Cuba, fim do financiamento de grupos cubanos subversivos na Ilha. Enfim, em combate sempre pela justiça e em defesa de Cuba. E Alexandre sempre trabalhando de forma coletiva, trocando ideias, textos, desenhos, fotos e afetos. Além de tudo, um bom humor imbatível. Tudo isso apesar dos obstáculos físicos que enfrentava com muita coragem e determinação.

Em janeiro, após sua partida, recebemos muitas mensagens de companheiros de todo o Brasil lamentando sua partida física. Muita solidariedade (porque ela começa, necessariamente, entre nós mesmos). Repassamos todas as mensagens à sua família, em especial à sua mãe, Miriam Salles, que nos autorizou a divulgá-las aqui. 

Cuba, com sua constante solidariedade, consegue nos alentar dessa tristeza. De lá recebemos muitas mensagens por Alexandre. Publicamos, aqui, três delas.


A primeira do Consulado Geral de Cuba em São Paulo;
A segunda, de um professor da Universidade de Havana, Fabio Grobart;
A terceira, do ICAP (instituto Cubano de Amizade com os Povos) assinada por Fernando González Llort, vice-presidente do ICAP e um dos Cinco Herois Cubanos que agradece a Alexandre e família em nome dos Cinco.


Esse sentimento cubano de reconhecimento por qualquer atuação que se faça em defesa de Cuba é o que nos faz seguir adiante e ter orgulho de pertencer a essa grande comunidade de solidariedade. 
Alexandre, esse imprescindível, segue conosco e daqui fazemos uma simples mas sincera homenagem a ele e sua família.
Alexandre, presente !


Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.
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Cónsul General De Cuba, São Paulo


Querida Carmen:


Gracias por informarnos de tan lamentable pérdida.
La verdad es que sentimos profundamente no poder acompañarlos en este momento de profundo dolor.
Por favor, traslada a los familiares y compañeros del Comité Carioca nuestros más sentidos sentimientos de dolor. El compañero Alexandre fue un activo miembro de este Comité en su solidaridad hacia Cuba y en nombre de nuestro Gobierno y nuestro Partido, queremos que sepan que siempre apreciamos mucho toda la entrega que hizo a la causa de Cuba y en defensa de nuestro pueblo y que desde ya, estamos sintiendo su ausencia.
Un fuerte abrazo para su mamá y demás familiares.


Nélida Hernández Carmona
Cónsul General de Cuba en Sao Paulo
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De um professor da Universidade de Havana:


Va allá el pésame por Alexandre, de un humilde receptor de tanta solidaridad,
siempre presente, del pueblo brasileño, para con el cubano... para con
la causa de los trabajadores, campesinos sin tierra, intelectuales de las
causas justas y toda la población...
Recibiremos sus mensajes en portugues, tan cercano al español, siempre
integrado a nuestra lucha, que es la misma...
Carmen, dile a Alexandre, a sus cercanos, que allí donde el vaya, como dice
el bello poema que nos envías, allí nos encontraremos... y seguiremos juntos
luchando en portugues y español...
Un fuerte abrazo,
Fabio.
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Do do ICAP, assinada por Fernando González Llort:

ALEXANDRE, PRESENTE!!!

3 de fev de 2017

OMS premia brigada médica cubana por combate ao Ebola e trabalho solidário pelo mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) outorgou no último dia 31 de janeiro, por unanimidade na 140ª reunião do seu Conselho Executivo, o Prêmio de Saúde Pública ao contingente médico cubano Henry Reeve, reconhecendo seu trabalho solidário internacional para o enfrentamento de desastres naturais e epidemias graves.

Instituído em 2009, o Prêmio de Saúde Pública, em memória ao Dr. Lee Jong-wook, reconhece o trabalho de pessoas, instituições e organizações com uma contribuição significativa para o setor da saúde pública.

A distinção outorgada à brigada Henri Reeve premia o trabalho solidário realizado em inúmeros países afetados por desastres naturais, bem como aos mais de 250 especialistas cubanos que trabalharam em nações africanas durante a perigosa epidemia do vírus Ebola.




Henry Reeve foi fundada em 19 de setembro de 2005, em Havana, por Fidel Castro, para ajudar as vítimas do furacão Katrina que devastou Nova Orleans em 2005. Porém o presidente dos EUA naquela época, George W. Bush, recusou receber a ajuda humanitária cubana. Apesar da soberba estadunidense, a brigada se manteve ativa e tem se destacado na linha de frente contra epidemias graves e efeitos de desastres naturais pelo mundo. Calcula que aproximadamente 7.254 colaboradores médicos ofereceram sua ajuda em 19 nações, incluindo Haiti e Chile por mais de uma vez. Os profissionais treinados e capacitados para essas missões, atenderam mais de 3,5 milhões de pessoas e salvaram a vida de 80 mil pacientes, segundo estimativas.

A entrega do prêmio será realizada durante a 70ª Assembleia Mundial da Saúde, prevista para o período entre os dias 22 e 31 de maio, em Genebra, Suíça.


Publicado originalmente em: https://convencao2009.blogspot.com.br/2017/02/oms-premia-brigada-medica-cubana-por.html

55 ANOS DO BLOQUEIO MAIS LONGO DA HUMANIDADE !


CUBA RESISTE !! #SomosTodosFidel

No dia 3 de fevereiro de 1962 o presidente John F.Kennedy assinou a Ordem Executiva 3447 que dispôs sobre o embargo total do comércio com Cuba. Dessa forma, o governo dos EUA oficializou o bloqueio contra o Estado e o povo cubanos.

Daquela data em diante novas agressões e novas leis foram editadas por aquele país na tentativa de 'asfixiar' o povo cubano com a finalidade (hoje já divulgada ) de fazer com que as pessoas se insurgissem contra a Revolução Cubana. 

Todas estas leis converteram o bloqueio em um complexo conjunto de normas onde a motivação principal do poder estadunidense se traduz de forma transparente nas palavras de Lester Mallory, secretário de Estado em 1960 : "provocar fome, desespero e a derrota do governo cubano."


 
Atualmente, quando a pergunta que se faz é "o que Cuba pode esperar de do recém eleito presidente - por ser do partido republicano" é bom que se esclareça que grande parte dos ataques contra Cuba (aí incluídas as leis hostis) foi tomada durante os governos democratas, a saber:

Kennedy (democrata) em 1961 com a invasão de Playa Girón; expulsão de Cuba da OEA; em 1962 com a Ordem 3447;

Bill Clinton (democrata) em 1996 promulgou a Lei Helms-Burton que englobava todas as normas anteriores; proibição de viagens a Cuba;

Obama (democrata) apesar de declarações sobre o bloqueio ter sido inútil e estar obsoleto, muito pouco fez para flexibilizar o mesmo com poderes que detinha para isso. Além disso, foi o presidente estadunidense que mais multas aplicou em empresas e bancos estrangeiros por violar o bloqueio. Foram mais de 50 empresas e bancos que renderam aos cofres estadunidenses mais de 14 bilhões de dólares.

Assim sendo e por tudo isso o povo cubano segue resistindo e contando com enorme solidariedade em todo o mundo, isolando cada vez mais os EUA da comunidade internacional, independente do partido ou da pessoa que esteja no poder naquele país.

Mesmo porque, como já foi declarado, pouco importa quem seja o atual 'inquilino' da casa Branca. Ali funciona uma "corporocracia' - governo das corporações. Qualquer aproximação entre os dois países terá que ser realizada dentro do respeito mútuo. Sem isso, não há possibilidade de 'normalização' das relações diplomáticas. 
Sem o fim do bloqueio, a devolução do território de Guantánamo ilegalmente ocupado, o fim das subvenções a grupos terroristas, o fim, enfim, das hostilidades perpetradas pelos EUA contra Cuba, não se pode falar em boas relações entre ambos países.

Não acabou ! Tem que acabar !!

PELO FIM DO BLOQUEIO CONTRA O POVO CUBANO !

VENCEMOS !! VENCEREMOS !!!




1 de fev de 2017

Projeção do filme "Todo Guantánamo é Nosso" em São Paulo


Em 31/01 foi realizada a atividade de exibição do filme "Todo Guantánamo é nosso" no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. O Cineclube Vladimir Herzog abriu sua programação anual com debate sobre o assunto.

O diretor jurídico do Sindicato, Vitor Ribeiro, além de promover o ato, fez a abertura do evento, saudando a presença da Cônsul Geral de Cuba em São Paulo, Nélida Hernandez, o Cônsul de imprensa Antonio Mata Salas e o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

Após a exibição do filme, bem aplaudido, foi realizado um debate sobre o assunto tratado: a apropriação indevida de parte do território cubano pelos EUA (assim como a relação atual com a região de Alcântara, no Maranhão, onde os EUA querem instalar uma base militar).

 Também muito debatido foi o tema sobre o bloqueio criminoso imposto por aquele país a Cuba há mais de 50 anos, assunto que a solidariedade internacional deve seguir combatendo até seu encerramento. 

Uma vez que muitos dos presentes perguntaram sobre a publicação do filme no canal youtube, segue aqui o link para a divulgação em outros locais do país, sempre anexando o cartaz específico do Brasil.

Seguimos !!!







Confira abaixo o filme, na íntegra, com legendas em português:


Embaixada de Cuba no Brasil comemora o 164° aniversário do nascimento de José Martí e o 58° do triunfo da Revolução

Brasília, 31 de janeiro.

No Museu Nacional localizado na capital de Brasil, com a presença de representantes de organizações sociais, movimentos sindicais, de solidariedade com Cuba, partidos políticos, intelectuais, parlamentares amigos, cubanos residentes no Brasil e corpo diplomático, os trabalhadores da Embaixada da República de Cuba comemoraram o 164° aniversário do nascimento de José Martí e o 58° do triunfo da Revolução Cubana, no dia 1° de janeiro de 1959.

As palavras centrais do ato estiveram a cargo do ministro conselheiro e encarregado de negócios Homero Saker, quem realçou as qualidades e o legado histórico de José Martí, com particular ênfase na unidade de todos os cubanos, como uma condição imprescindível para forjar a vitória e garantir a força de nossa obra contemporânea.

“Hoje o comandante em chefe Fidel Castro não está fisicamente entre nós”, assinalou Saker, “mas posso lhes assegurar que viverá para sempre no coração dos revolucionários de todo o mundo. ”



Como homenagem a estas duas importantes efemérides e ao Líder Histórico da Revolução Cubana, foram projetados o documentário “Meu irmão Fidel” e, da série “Razões de Cuba”, o conceito de Revolução.

Para a atividade cultural estiveram animando a noite os destacados músicos brasileiros Marcio Bomfin, acompanhado de seu colega Jorge Abreu, aos quais somaram-se os músicos cubanos Héctor Lores e Alexis, ambos membros da Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil (ANCREB-JM).


Sem dúvida alguma a atividade representou uma digna e merecida homenagem ao “maestro” (professor) da obra da revolução, ao nascimento e triunfo da Revolução Cubana, já há mais de meio século, e ao líder histórico da Revolução, Fidel Castro Ruz.




Publicado originalmente em: www.facebook.com/embajadacubanabrasil/